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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

REFORMA NO PROTESTANTISMO BRASILEIRO

☆ 95 teses para serem fixadas na porta do Evangelicalismo Brasileiro.

1 ● Rodar e cair, não é manifestação do Espírito Santo.
2 ● Falar em línguas não é evidência de Espírito Santo.
3 ● Não existem mais Levitas.
4 ● Teologia da prosperidade, não é evangelho.
5 ● Dízimo obrigatório não está em vigor na graça.
6 ● Devorador não é um demônio.
7 ● Mulher não pode ser pastora.
8 ● Campanhas e propósitos são barganha com Deus.
9 ● Você não escolhe Cristo.
10 ● Não existem mais apóstolos.
11 ● Cristo é o fim da lei.
12 ● Oração no monte tem o mesmo efeito do quarto.
13 ● Arrebatamento será depois da tribulação.
14 ● Estudem as Escrituras linearmente.
15 ● Grupo de dança, não é ministério.
16 ● Pregação somente pela Palavra.
17 ● Exposição somente das Escrituras.
18 ● Seu pastor não é mais importante que o membro.
19 ● Objetos ungido é feitiçaria.
20 ● Misticismo não é evangelho.
21 ● Devemos julgar segundo a reta justiça.
22 ● Gritar aleluia no culto mais alto que os outros, não comove Deus.
23 ● Satanás não está no inferno.
24 ● Deus não precisa do seu dinheiro.
25 ● Davi dançou em uma procissão da arca, e não em um culto.
26 ● Não precisa olhar para o irmão do lado e dizer: Jesus te ama.
27 ● Arminianismo limita a soberania de Deus.
28 ● Batismo com fogo é condenação.
29 ● Deus odeia o pecado e também o pecador.
30 ● Deus salva quem quer.
31 ● Jesus é o mediador e não seu líder.
32 ● Nao precisamos de revelação, a Bíblia já está revelada.
33 ● Salvação não é uma vacina.
34 ● A salvação é pela graça, e por ela somente.
35 ● Não existe maldição hereditária.
36 ● Preguem sobre o pecado e o inferno.
37 ● Não existe mais sacrifício, Cristo foi o suficiente.
38 ● Paulo não caiu do cavalo.
39 ● No mínimo 1 hora de palavra.
40 ● Leia livros reformados.
41 ● Ore incessantemente.
42 ● Deus não é obrigado a lhe abençoar.
43 ● Deus também é glorificado na angústia.
44 ● Deus está em silêncio, por que sua Bíblia está fechada.
45 ● Financeiro baixo, não é obra de satanás.
46 ● Estudem sobre a reforma.
47 ● Satanás não era anjo de luz.
48 ● Internet não é coisa do diabo.
49 ● Questione o falso ensino.
50 ● Deixar a Bíblia aberta em Salmos não resolve nada.
51 ● Ouça Paul Washer, John Piper, Paulo Júnior.
52 ● Jesus não ofereceu riquezas.
53 ● Quer prosperidade, acordei cedo e trabalhe.
54 ● Só comece a namorar se for casar com a mesma.
55 ● Procure uma igreja mais próxima de sua Bíblia.
56 ● Apelo emocional não é evangelismo.
57 ● Neo Pentecostalismo não é evangelho.
58 ● Crianças têm pecado.
59 ● Não temos livre arbítrio.
60 ● Não cobrem para pregar .
61 ● Seu pastor não é ungido.
62 ● Sua esposa não é varoa.
63 ● Sabor de mel e raridade não é louvor.
64 ● Não ponha somente a culpa no diabo.
65 ● Na mira da verdade não prega a verdade.
66 ● Não é só sua igreja que vai ser arrebatada.
67 ● Agenor Duque não é João Batista.
68 ● Deus não se agrada de campanhas.
69 ● Retiros e intimidade com Deus e não lazer.
70 ● Não leia versículos isolados.
71 ● Judas não escolheu trair Jesus, já estava predestinado.
72 ● Cristo deve ser a única atração do pecador.
73 ● Encontro tremendo, somente com a verdade das escrituras.
74 ● Não existe culto de libertação na Bíblia.
75 ● Preguem sobre a graça.
76 ● Nem todos são filhos de Deus.
77 ● Televisão deixa o cristão frio.
78 ● Copo de água na TV, é pura baboseira.
79 ● Seu pastor não determina nada.
80 ● Deus não é só amor.
81 ● Não somos a universal.
82 ● Nunca dê ouvido a alguém que diz: Deus mandou te dizer.
83 ● Um salvo não perde a salvação.
84 ● Cair no espírito é puro êxtase.
85 ● O ladrão da cruz entrou no céu sim.
86 ● Dom de línguas era idiomas .
87 ● Visitar outras igrejas não é errado.
88 ● Deus não sonha.
89 ● Deus não precisa da sua autorização para agir.
90 ● Seja cristão em casa.
91 ● Sua mulher não é sua empregada.
92 ● Ame ela como Cristo amou a igreja.
93 ● Não existe: eis que eu te digo.
94 ● O mercenário é quem rouba, mata e destrói.
95 ● Glória Somente a Deus.

● ... Poderia citar umas 300 teses.

● Que voltemos ao evangelho puro e genuíno de Cristo.

(Atthos Oliveira)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

CONVITE

Queridos e queridas do Senhor,

Temos encontros comunitários nas as quartas-feiras e aos domingos a partir das 19:00h,onde podemos nos juntar outra vez no Caminho da Graça.
Nossas reuniões acontecem na Rua:Vereador Severino Guedes de Moura-Centro-Lagoa d'Anta-RN(Próximo a Maternidade)

Você que nunca esteve numa reunião e recebe este convite deve se perguntar: O que é a COMUNIDADE VITÓRIA ABSOLUTA?

A COMUNIDADE VITÓRIA ABSOLUTA  é um movimento, em movimento, que se identifica com o evangelho do Senhor Jesus Cristo e com todos os que com o Evangelho se identificam no caminho da graça.

Nos reunimos como Igreja, portanto, reunidos em comunidade, sim, SOMOS IGREJA, como são Igreja todos os que se reúnem em O NOME DO SENHOR e tem o Evangelho de Jesus de Nazaré como prática no chão da vida.

Nossos encontros são simples, neles temos músicas, orações, e compartilhamos do Evangelho, falamos de Jesus que é o centro de tudo o que fazemos e falamos.

Nada é mais importante que Jesus em nossas reuniões. Ele é a chave hermenêutica para desfrutarmos, inclusive, da Palavra, pois acreditamos que sem Jesus, até a Bíblia pode ser mãe de muitas religiões e heresias.

Quer reclinar a cabeça e ouvir o que Jesus tem a nos dizer? Dá uma passadinha lá!

Abraço fraterno,
ARN

Acesse o nosso site: comunidadevitoriaabsoluta.blogspot.com.br

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

AMIGOS DE FACEBOOK

Amigos e seguidores de Facebook são como a multidão que ia e vinha nos discursos públicos de Jesus, Quando ele multiplicava pães, era profeta e ungido, quando criticava a religião perversa dos Fariseus, era endemoninhado e filho de Belzebu. Mas Jesus não precisava de “likes”, nem vivia de aplausos, não tinha pretensões midiáticas, quando a família lhe recomendou para se “mostrar” ao mundo, saiu pela tangente. Recentemente, por causa de alguns posts, perdi muitos "admiradores" e "amigos". Depois, outros tantos já entraram e, ainda assim, a fila de espera continua na casa dos milhares. Para ser sincero, as pessoas mais interessantes que eu encontro por aqui são agnósticos e ateus, além de alguns que são praticantes de religiões de matriz africana ou budistas. Eles gostam de conversar, são respeitosos e tem bons argumentos que permitem render um diálogo legal. Sabe, eu tenho um canal no Youtube, tenho um Blogger e duas páginas aqui no FB. Não dá para fazer mais nada... Uso a rede como forma de comunicar a mensagem do Evangelho e também como meio de ajudar pessoas que precisam de aconselhamento. Mas bem me lembro do que o Zygmunt Bauman alertou sob o perigo das redes sociais, sob a diluição dos relacionamentos, sob a relativização da amizade e da troca humana. Portanto, fica esperto! E no mais, “Likes”? Tô nem aí! Como diria os "Mamonas Assassinas" “Money que é good nóis num have!”. Ah! Desculpa! Você esperava um cantor gospel ou um versículo bíblico? CM

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Igreja saudável

Li isso hoje: “Igrejas saudáveis começam por pastores saudáveis!”. Que grande engodo. Não tenha dúvidas, é frase de impacto, para crente ler, mas reflete a ideia de que a igreja está edificada sobre o “fundamento dos pastores”, não sobre o “Fundamento de Cristo”, a Pedra Angular. A igreja é saudável se o Evangelho que seus membros praticam é saudável, caso contrário, o pastor pode ser o mais esmerado no púlpito, o mais irrepreensível no caráter, o mais equilibrado na família que, ainda assim, a igreja será doente. A ideia de que a congregação é o reflexo do pastor aponta para as práticas caducas do Velho Testamento, na figura do sacerdote que tinha a incumbência de representar o povo nas liturgias de expiação de pecados diante de Deus, remete para Moisés, não para Jesus, pois o sacerdócio de Jesus não é conforme a Lei Mosaica, mas segundo a Ordem de Melquisedeque, e foi esse sacerdócio que todos nós recebemos, pois Pedro afirma que somos uma Nação de Sacerdotes! Colocar o peso da saúde da igreja sobre as costas dos pastores é desumano e demostra nossa eterna infantilidade de desejar intermediários do sagrado que nos representem perante o Pai, pois nós não queremos assumir nossas responsabilidades no seu Reino. Se sua igreja é saudável, você tem parte nisso, e se é doente, você também tem. Gente com saúde multiplica cura e graça, e gente doente ajuda a proliferar todo tipo de patologia espiritual...CM

sábado, 16 de setembro de 2017

LIBERDADE DE IR E VIR

Todos os que vem aqui são livres para vir quando quiserem, ler o que desejarem, voltar se lhes aprouver, mas não queiram fazer a minha agenda sobre o que penso ou escrevo, eu sou livre para fazer isso conforme minha própria consciência. Se em algum ponto eu lhe ofendo, peço-lhe, já, perdão antecipadamente, ainda que não pereba isso. Se em algumas questões lhe decepciono, isso faz parte de toda relação sadia, pois ninguém concorda com tudo em relação ao pensamento do outro. Se você vem aqui e se choca, talvez fosse bom repensar isso, pois a página existe para ajudar as pessoas e abrir percepções adormecidas, alertar sobre fatos, por vezes, obscuros, mostrar um pouco sobre a fé e o Evangelho, conforme eu compreendo e ensino. Portanto, venha sempre, é minha alegria recebê-lo, mas pense um pouco como me sinto ouvindo palavras duras e xingamentos, algumas vezes, inclusive, usando quem não está aqui para debater, como, por exemplo, minha família. Não pensem que eu mudarei a forma de pensar ou agir para agradar alguém, e continuarei a defender aquilo que julgo ser pertinente. Um tema, para mim, pode se esgotar num momento, mas, depois, pode voltar a minha agenda, pois a página existe para que eu me expresse conforme o que penso, não conforme o que os outros acham. E sendo assim, sua amizade me honra e deixa feliz, sabendo que eu estou na jornada como você, aprendendo, e ainda não cheguei a Estatura do Varão Perfeito, mas sigo para o Alvo, que é Jesus. Se em algumas questões eu estou errado, certamente o Espírito de Deus me ajudará, e também os amigos que, com respeito e carinho, me estimulem a alargar meu pensamento e a reconhecer meus equívocos. O que não posso fazer, para atender a sua conveniência, é mudar a minha forma de pensar sendo desonesto com aquilo que acredito. Eu não estou em busca de "likes" nem de "seguidores" ou "amigos" de Facebook, estou em busca de me expressar e tentar alcançar o máximo de pessoas que eu puder para o Reino de Deus. Assim, com todo respeito e reverência por sua vida, deixo-lhe meu abraço, CM.

domingo, 13 de agosto de 2017

COMUNHÃO SEM ESCRAVIDÃO

COMUNHÃO SEM ESCRAVIDÃO

Por João, irmão de Tiago e filho de Zebedeu, discípulo e apóstolo de Jesus. Sim, do velho na esperança ao amado Gaio, a quem eu amo em verdade, escrevo esta carta.

É pela razão de te amar que desejo que tudo de bom venha sobre ti, e que tua saúde física acompanhe a excelência da saúde da tua alma. 

O discernimento que tenho do bem que habita a tua alma em mim se expressa como alegria. E essa alegria é fruto do que de bom e prático ouço de outros a teu respeito, especialmente os que contigo conviveram e que afirmam que tu és um homem da verdade, tanto pelo que crês como pelo que demonstras em teu caminhar. Nada pode me fazer bem maior do que saber que meus filhos caminham sobre o sólido chão da verdade.

Amado Gaio, devo afirmar que teu procedimento é bom e justo em tudo o que fazes para com os irmãos na fé, especialmente pelo fato de não temeres as novas faces daqueles que chegam sem serem ainda conhecidos. Sim, querido Gaio, esses são os que chegaram em tua presença sentindo-se estrangeiros e voltaram sentindo-se irmãos! E são justamente esses os que hoje falam aos que aqui se reúnem acerca da genuinidade do amor que tens pela verdade como expressão de vida. E eles viram isso evidenciado no modo como tu os trataste, tão muito mais que bem!

E foste além disso quando dispuseste teu coração para os encaminhar no restante da viagem que fizerem, de tal modo que prossigam sentindo-se amparados pelas provisões que tu vieres a fazer, acerca das quais já te digo que se as efetivares, serão de fato boas para eles. Ora, este teu gesto afirma no coração deles a dignidade de filhos de Deus de que necessitam no chão desse mundo. Portanto, se assim o fizeres, bem estarás fazendo outra vez.

Ora, tu sabes que tais irmãos não chegaram aí a passeio, nem tampouco buscando interesse próprio. Ao contrário, chegaram até aí apenas por amor ao Nome, sem nada aceitar das igrejas dos não israelitas, a fim de poderem servir os gentios em graça e de graça. Portanto, gente assim é que devemos sempre acolher, para darmos a nós mesmos a chance e o privilégio de nos tornarmos cooperadores daquilo que é verdade prática para a vida, conforme o evangelho.

Eu havia anteriormente escrito alguma coisa à igreja que aí se reúne, e por tais mensageiros encaminhei minha carta, mas Diótrefes, que sente necessidade de buscar sempre a primazia entre os irmãos na fé, impede que tal comunicação se efetive, visto que nunca acolhe ninguém. E além de não os receber não os deixa ser recebidos, e ainda expulsa da comunhão todo aquele que, não obedecendo a ele, tenta acolher esses irmãos.

Por essa razão, amado Gaio, quero deixar bem claro que se eu tiver que ir até aí em razão dessa “rolha" chamada Diótrefes, que é um bloqueio para o fluir do bem em vossa comunidade, não o pouparei. Pelo contrário, se eu aí for, trarei à memória dele as obras ruins que ele realiza, usando de palavras maliciosas a fim de tentar sabotar a minha autoridade na verdade. E faz isso impedindo aqueles aos quais recomendo a fim de serem acolhidos entre vós. 

Pior ainda: não contente com isso, ele não somente deixa de receber os irmãos que envio, mas proíbe de fazê-lo aqueles que querem acolhê-los espontaneamente. E não contente ainda, ele mesmo se mostra como um obstáculo para que quem quer que seja possa se sentir em casa entre vós, e todos aqueles que expressam outra atitude — de acolhimento do próximo —, ele mesmo os exclui da comunidade!

Amado, não imites o que é mau, mas tão-somente aquilo que realiza o bem em nós e nos irmãos. 

Diferentemente de Diótrefes, tenho que dizer a todos coisas muito excelentes acerca desse amado irmão que atende pelo nome de Demétrio. Demetrio é um bom exemplo do que é bom. Já Diótrefes é um contundente exemplo do "espírito" daquilo que se manifesta como mal. Quem pratica o que é bom, esse é do bem e sabe quem Deus é. Do mesmo modo, quem faz o mal jamais conheceu nada da essência de Deus.

Mas de fato vi que nem se faz necessário que eu mesmo recomende Demétrio pessoalmente, visto que tenho observado que todos — e até a própria verdade — dão testemunho bom acerca dele e de sua ações. Mas a tais irmãos, como também a Demétrio, unimos a nossa própria voz, e também damos o nosso próprio testemunho de que praticam o que é bom. E me conhecendo, tu sabes de antemão que não tenho compromissos que não sejam com a afirmação da verdade.

Bem, meu amado, devo dizer que eu até tinha muitas outras coisas a te escrever, mas não o desejei fazer agora, apenas usando tinta e pena. De fato, minha esperança é que nos encontremos em breve, pois prefiro tratar das demais questões importantes não através da escrita, mas com o calor da voz e da franqueza de rostos que se olham e não se escondem.

Desse modo, te digo: Paz seja contigo! E mais: Todos os amigos comuns te saúdam. Faze tu o mesmo, enviando nossas saudações aos demais amigos, e peço-te que o faça de modo bem pessoal, nome por nome.

João, pela terceira vez.

ARN

domingo, 30 de julho de 2017

SALVOS DO VODU UNIVERSAL

Do Portal caiofabio.net:
SALVOS DO VODU UNIVERSAL!

Os termos que Jesus e Paulo usam para o diabo são de uma elegância pavorosa.

“Eis aí vem o Príncipe deste mundo...”

“O Príncipe da Potestade do ar...”

E se diz que ele, tal criatura, caiu como relâmpago; que pode se transformar em anjo de luz; e que é dominador deste mundo tenebroso...

Jesus acabou com todo esse poder na Cruz.

Mas o diabo perdeu o poder?...

Não está ele vivo e ativo na terra?...

Como pode ter ele perdido o poder?...

Sim! O Príncipe perdeu o poder!

Na Cruz ele foi despojado de todos os seus instrumentos de tortura...; perdeu a mágica de seus alfinetes de Vodu.

Todavia, mesmo sem poder, o Príncipe controla o mundo pela culpa, pelo ódio, pela indiferença, pela ambição, pela volúpia, pela glória e pelo medo dos humanos...

Mas do que nunca o diabo depende fundamentalmente no mínimo da passividade dos humenos...

Na Cruz esse poder acabou... Está feito. Mas quem não sabe, ainda viaja como um judeu marcado para morrer, sendo levado no trem do engano para um Campo de Concentração, embora Hitler já esteja morto e a guerra já tenha acabado...

Entretanto, a noticia do fim da Guerra não é jamais confirmada...

Os “aliados” continuam combatendo...

Ninguém crê que Hitler morreu...

Assim, o Hitler que os Aliados não deixam morrer..., ganhou um poder maior do que antes tinha...; pois, mesmo morto pelo poder da Cruz, é alimentado pelos “Aliados” alienados, e que não sabem como continuar a viver sem mais as neuroses da guerra...

Hoje cedo o Chico me mandou um vídeo que ilustra muito bem esses estado de passividade dos humanos ante o Vodu do diabo no mundo.

No fim o vídeo mostra que a luz do amor quebra todas as mandingas do inferno.

Sim, de modo lindo o vídeo ilustra a verdade que diz: “Aquele que não teve pecado, Deus o fez pecado por nós”; e mais: “Pelas Suas pisaduras fomos sarados”.

Na realidade, para quem olhar com olhos espirituais e de fé, o vídeo mostra que “Ele se fez maldição em nosso lugar”; mostra que Ele tomou sobre Si mesmo todo Vodu do mundo; e libertou os cativos.

Veja com olhos espirituais e discirna a lição; e mais: discernindo, creia e viva o bem de sua própria libertação.

A maldição foi quebrada para sempre!...

Basta que alguém creia no poder do amor!...

Sim, basta que se creia e comece a tirar os alfinetes dos irmãos..., chamando a mortalidade para a própria vida pela via da fé que sabe que o diabo só continua fazendo o que faz [até entre os discípulos] porque quase todos são uns “bonequinhos” são passivos.

Quem deseja completar o que resta dos sofrimentos de Cristo mediante a identificação da própria vida com o amor redentor da Cruz, que nos leva a tomarmos as cargas e espinhos uns dos outros, levando-os em nós mesmos, por entendermos que o Bicho não suporta o amor que se entrega?

Nele, que assumiu todo o Vodu do Universo para salvar a todos aqueles pelos quais Ele se tornou maldição pelo amor solidário,

Caio

22 de abril de 2009
Copacabana
RJ

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quarta-feira, 26 de julho de 2017

A LIBERDADE DE DEUS

Do Portal caiofabio.net:
A LIBERDADE DE DEUS,

Quando encontrei Aquele que me separou para Ele mesmo antes da fundação do mundo—delírio de quem crê e não duvida!—, uma das primeiras questões que me vieram foi sobre o destino daqueles que nunca haviam recebido a “informação” histórica acerca do Evangelho.

Li todos os comentaristas bíblicos que estavam disponíveis na biblioteca de meu pai e de muitos amigos teólogos e pastores.

Eu tinha entre 18 e 19 anos.

Sentia-me como um potro no cio pelas experiências do saber e do conhecimento.

Mas ninguém falava do assunto.

O Tema era Tabu!

Então, resolvi fazer o que sempre faço até hoje: ler a Palavra, mesmo que sem “acompanhante”, e pedir a Deus o discernimento do assunto.

Minha “tese” de ordenação ao ministério presbiteriano foi acerca disso.

Nunca a publiquei em razão de ter visto o alvoroço que ela causou no presbitério que se reuniu para “examiná-la”.

Foram quase três dias de debate!

A maioria me julgava “liberal” por ter o entendimento que ali expressei.

O que eles não podiam entender era que apesar de crer daquele modo, meu compromisso com o anúncio das Boas Novas era mais intenso do que eles conseguiam imaginar ser possível em alguém que afirmasse o que eu afirmava.

Meus eixos para o discernimento da questão eram simples:

1. Deus não condenaria à danação quem nunca soube nada além do que soube.

2. Cada um seria, portanto, julgado pela luz que teve, não pela luz que não teve.

3. A Cruz de Cristo é o centro de tudo. Portanto, a salvação é sempre em Cristo, mesmo que o salvo nunca tenha ouvido falar nEle como “nome próprio”.

4. O personagem Melquisedeque era a resposta para a Graça da Revelação que acontece “fora” do contexto geográfico, histórico, político, cultural da “informação” salvadora.

5. Os filhos de Abraão eram os condutores históricos da “informação salvadora”, não o limite da Graça salvadora.

6. A Queda em Adão não poderia ser mais esmagadora que a Salvação no Segundo Adão: Jesus!

7. Uma infinidade de textos do Antigo e do Novo Testamento me davam essa certeza: Deus nunca se confinou às fronteiras de nenhuma geografia; e não se tratava apenas de “Graça Comum”, mas, para mim, o Comum era a Graça. Nada poderia e pode ser “mais especial”.

8. A observação humana do fenômeno humano me mostrava, desde criança—talvez em razão da educação humana e aberta que vinham de meu avô, João Fábio, e de meu pai—, que Deus não manifestava a Sua “imagem” apenas nos “crentes”, mas em todos os homens— sem falar que meu avô nunca foi “evangélico”, mas poderia ensinar a todos os pastores que eu conheço o que é possuir uma consciência cristã, em relação a Deus, a si mesmo e ao próximo, mesmo sem ter tido a informação histórica acerca do benefício da Graça que nos alcançou em Jesus Cristo.

9. Sempre cri no inferno, mas nunca achei que ele fosse um lugar, e nem que pudesse ser aferido com categorias humanas de “tempo”. Para os “cristãos” o tempo é uma das coisas mais mal compreendidas; daí nosso conceito de “eternidade” ser tão vinculado ao tempo —a lgo que não acaba nunca; que a gente assiste como um dia depois do outro... Bobagem!

10. Minha motivação para pregar a Palavra não era o inferno, nem o juízo, mas o privilégio de anunciar tão grande salvação a todos homens; sem falar que sempre preguei a Graça como uma Graça para quem a anuncia como expressão da gratidão de haver sido iluminado pela maravilhosa e única salvação, que está em Cristo.

Bem, quase trinta anos depois, preparo-me para re-escrever a minha “tese”, que não é minha e nem é original, pois está explicitada na Palavra — isso para quem não tem medo de “somar” e dizer o “resultado”.

Não há nada novo debaixo do sol.

A novidade é apenas a coragem de expressar o que está “revelado”.

O problema é que há os “pregadores de etiqueta”, que sempre tentam colar em você os mais diferentes “rótulos”.

Eu, no entanto, estou livre; nunca estive tão livre, e essa liberdade não avança para além do que sempre cri e expressei, conforme a Palavra.

A diferença é que hoje digo da varanda muitas coisa que antes eu dizia no “interior” da casa.

Para quem desejar, tanto neste site, como em muitos outros livros meus, o assunto está posto sem titubeio. Sem falar que no meu livro O Enigma da Graça o tema está mais que aberto!

Deus não é judeu!

Deus não é cristão!

Deus não é protestante!

Deus não é evangélico!

Deus não é neopentecostal!

Deus é!

Nós é que somos essas “coisinhas” pequenas, e queremos que o Senhor caiba nessas caixinhas de pequenas convicções, e que calce Seus santos pés com sapatinhos de japonesa!

Agora, enquanto escrevo isto, sei que o Espírito está se revelando nas ilhas remotas, nas selvas esquecidas, nos montes inatingíveis, nas tribos perdidas, nos guetos impenetráveis e nos ambientes inalcançáveis dos corações de milhões de seres humanos!

Ora, isto sem que nenhum “missionário” lá tenha chegado!

O Espírito sopra onde quer, ou não?

Mas como eu não sei o que Deus está fazendo, eu faço o que Jesus mandou: eu prego a Boa Nova!

O meu privilégio e anunciar isso do modo como Jesus fez, e que no Evangelho é tão claro: sem religião!

Jesus não nos chamou para uma religião. Ele nos chamou para a Vida!

Quem ouvir a voz de Deus no Evangelho pregado e confirmado pelo Espírito será salvo. Quem teve a mesma chance e decidiu não crer já está condenado!

Quem nunca ouviu nada de homem algum, será ouvido por Deus e julgado por Ele —e somente por Ele— conforme a consciência que teve e de acordo com a iluminação que possuiu.

Mas ninguém é salvo sem que tenha sido por causa da Cruz e do Sangue conhecido antes da fundação do mundo: o sangue do Cordeiro!

E saibam: este Sangue tem Poder!

NEle, que é livre,

Caio

(Escrito em outubro de 2003 - Manaus)

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terça-feira, 25 de julho de 2017

O SUICIDA VAI PARA O INFERNO?

O SUICIDA VAI PARA O INFERNO?

Se eu acredito que Deus condenará um suicida ao inferno de fogo? Jamais. Quem sai da vida porque viver é pior do que morrer deliberou um ato extremo para tentar encontra paz e pacificação. Certamente, o Pai o acolherá e lhe enxugará dos olhos toda lágrima.

A maior parte dos que sustentam a condenação do suicida o fazem baseados numa afirmação de Paulo na carta de 1ª Coríntios capítulo 3 versos 16 e 17. Ora, para mim, o simples fato de Jesus nunca ter tocado no tema já abre um precedente insuperável para que nós não tentemos legislar nada, onde ele calou. Mas vamos ao texto: 

1ª Co. 3:16-17 (Versões de Almeida no Brasil)
Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque sagrado é o santuário de Deus, que sois vós.

Agora, o mesmo texto na versão King James, considerada uma das melhores versões da bíblia, fora o original grego.

1ª Co. 3:16-17 (Versão King James)
Não conheceis que sois templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém contaminar o templo de Deus, Deus o destruirá; Porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.

A palavra “destruir”, que aparece nas citações acima, do grego φθείρω (phtheiró), pode ter em sua tradução a aplicação de mais de um sentido. Contudo, no texto em questão, ela é melhor traduzida quando usamos a palavra “corromper”. Para perceber o que digo, esse mesmo verbo – φθείρω – é utilizado em passagens como 1ª Co. 15:33, 2 Pe. 2:12, Ap. 19:2 e Ef. 4:22.

Quando Paulo faz a analogia asseverando que nós somos o templo de Deus, ele fala a uma plateia de gentios recém convertidos, que era a maioria da composição dos membros da igreja de corinto. Ora, essa gente estava acostumada a conviver com templos pagãos, pois na cidade havia, ao menos, 12 deles.

Mas a ilustração não servia apenas aos gentios, mas também aos Judeus, pois a ideia de “corromper” era a mesma de “contaminar”, e o Judeu bem sabia o que significava a contaminação do templo, pois em sua história isso já havia sido feito por Epifânio Antíoco, rei da Síria, que profanou o segundo templo.

Então, quando Paulo fala sobre “corromper/contaminar” o templo, que agora não é mais uma obra humana, um empreendimento de pedras, mas o nosso próprio corpo, tornado santuário, ele está tratando de questões éticas e morais, da entrega do corpo a depravação, a diluição do ser, o extravio da alma, a profanação da consciência, o que se compatibiliza com todos os outros textos onde o verbo citado aparece.

Assim também, o mesmo verbo – φθείρω – que aparece na parte (b) do versículo “Deus o destruirá; Porque o templo de Deus, que é você, é santo”, precisa ser adequado quanto a sua tradução, pois, em nossa língua, destruir não o compatibiliza nem com o Espírito do Evangelho, nem com o total da citação. Assim, depois de consultar alguns exegetas, percebi que minha ponderação estava coerente, pois eles aplicam a parte (b) do versículo o sentido de “ruína”, ou seja, se nós nos corrompermos ao ponto de profanarmos nosso próprio corpo, alma e espírito, Deus nos entregará a nós mesmos e nos deixará entrarmos num processo de falência que nos levará a ruína.

De fato, não precisa ser um especialista para perceber que esta posição tem muito mais a ver com Jesus e com o Evangelho do que a tese de que Deus vai matar alguém, seja por que motivo for, até mesmo porque o texto não trata de suicídio, mas de devassidão e diluição do ser.

Portanto, quanto mais estudo, mais vejo que é preciso estudar e que analisar textos de forma simplista, sem um cuidado hermenêutico adensado, olhando para as várias traduções, para a mesma palavra aplicada a mais de um contexto, em livros distintos, etc, é algo perigoso. Por isso, mantenho firme minhas convicções e dou aqui alguns poucos, mais bons argumentos, para tal. CM

sábado, 20 de maio de 2017

ESTRADA OU CAMINHO

TEXTOS > MENSAGENS DA GRAÇA

ESTRADA & CAMINHO - mensagem Caio Fábio

Um dia, meu amigo Roberto, do Caminho, me ofereceu um CD com uma mensagem do pastor Caio pregada em Julho de 2004, que ele gravou da Rádio do Site, se não me engano...

A mensagem me impactou.

Primeiro, por ser a mesma de sempre: absolutamente comprometida com o Evangelho e com mais nada. Ninguém pode dizer que não há Evangelho no texto abaixo. Ninguém pode dizer que há qualquer outra coisa para além do Evangelho, segundo a Palavra.

Em segundo lugar, porque é a mesma de sempre, mas de forma deliciosamente nova e irrepetida, e com contornos reflexivos riquíssimos, criativos, poéticos e docemente didáticos.

Então, o Roberto resolveu se dedicar a árdua tarefa de transcrever todo o áudio, para que outros pudessem receber o benefício da Palavra de Deus aqui declarada.

Portanto, tenho certeza que se você imprimir esse material e se debruçar des-apressadamente sobre ele - em oração e reflexão acerca de si próprio na vida - certamente será abençoado, e terá “seus caminhos aplainados”, ainda nessa vida.

Enjoy it!

Marcelo

ESTRADA & CAMINHO 

SALMO 84

 

INTRODUÇÃO

 

Esse é o salmo do peregrino. É o salmo que inspirou muitas gerações de pessoas na terra de Israel que reuniam-se uma vez no ano para irem ao templo adorar a Deus. Esse era o salmo do caminhante, era o salmo da jornada, o salmo da estrada. A medida em que eles iam se aproximando do templo, as alegrias do coração se manifestavam e o salmo era falado como uma jornada do caminho, como uma confissão da estrada de quem queria chegar num lugar da adoração. Nós não somos hoje pessoas do templo, o templo somos nós, não temos nenhuma devoção por pedras, colunas... Somos santuário de Deus, somos habitação de Deus no Espírito. Portanto, a leitura desse salmo já não nos serve como uma inspiração para quem está indo a um lugar de culto; seria de uma pobreza primitiva enorme a gente pensar assim. Mas, é sobretudo uma viagem existencial para esse lugar aonde Deus tem o seu pouso em nós e aonde nós temos o nosso pouso em Deus, aonde a gente se aninha em Deus no caminho.

 

"Quão amáveis são teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos!

A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!

O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes;

eu, os teus altares, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!

Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvam-te perpetuamente.

Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva.

Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião. Senhor, Deus dos Exércitos, escuta-me a oração; presta ouvidos, ó Deus de Jacó! Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.

Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade. Porque o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente.

Ó Senhor dos Exércitos, feliz o homem que em ti confia."

 

A GRANDE QUESTÃO DO CAMINHO, É COMO VOCÊ ANDA NO CAMINHO.

 

A gente costuma associar a vida a uma estrada... Há aqueles jargões cansativos que toda hora nos acomete do tipo: na estrada da vida. E é, sem dúvida alguma, algo útil para nós, pensar que a vida é alguma coisa que se assemelha a uma estrada. A imagem da estrada é útil para entendermos a idéia do caminho. É útil porque aponta numa direção, numa via, e é útil porque há um caminho na estrada, mas não há uma estrada no caminho. Ou seja, a imagem da estrada me remete para o fato de que estou andando na direção de algum lugar, isso me é útil porque na vida não existe essa opção de não se estar andando. Não existe essa chance de não ser e de não ir. De outro lado, essa imagem da estrada é útil para nós porque nos mostra isso.

No caminho de Deus que a gente anda, não existe uma estrada fixa, de modo algum. Na mente da gente, na maioria das vezes, quando se pensa em andar com Deus, o que se apresenta é uma idéia de uma estrada fixa. Aí alguém chega e diz assim: "Jesus é o caminho". Aí o sujeito imagina Jesus como sendo a BR-1 de Deus, um caminho fixo. Aí você diz: "Como é esse caminho?". Então a pessoa te apresenta o manual de doutrinas, e você aprende aquelas doutrinas. Chega até o ponto de pensar que Deus não te ouviu, se você não mencionar a Trindade na oração: "Pai eu te peço em nome do teu Filho, no poder do Espírito Santo". Se não usar as três nomenclaturas, Deus ficou chateado. Já vi gente ser interrompida ou, após uma oração, receber admoestação de alguém que disse: "Escuta, você não falou em nome de Jesus". Porque se você não completar o pacote da estrada com todas as sinalizações dela, parece que você não está indo a lugar nenhum.

Nesse sentido, a imagem da estrada não nos ajuda, porque nós não estamos caminhando num caminho fixo. Ele disse: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida". Não há fixidez, o que há é movimento na Verdade que conduz a gente na direção da Vida sempre. A estrada física conforme eu lhes disse é fixa. O caminho espiritual, por seu turno, é vivo e não é fixo. No caminho espiritual não existe fixidez da estrada, ou seja, o modo de caminhar e ver a estrada espiritualmente muda o caminhante e muda a estrada. Numa estrada física, fixa, não interessa como o caminhante caminha, a estrada é a mesma. Ele pode caminhar de maneira apressada, ou lenta, agitada, angustiada, calma, contemplativa, olhando em volta ou de maneira completamente alienada, a estrada é a mesma... Ele pode botar no automático e deixar ir. No mundo espiritual, no entanto, não é assim, não existe absolutamente nenhum chão fixo, por isso é que o justo vive pela fé, pisa no chão da fé e sabe sobretudo isto: o modo de caminhar e ver a estrada espiritualmente, muda o caminhante e muda a estrada. A estrada, acerca da qual a gente está falando hoje, é a existência de cada um de nós. Cada um de nós está numa estrada. 

 

COMO É QUE A GENTE ESTÁ CAMINHANDO NESSA ESTRADA?

 

A estrada é chamada à existência, conforme o caminho do caminhante.

 

Isso que é extraordinário, porque a minha estrada não existe por si só, ela é chamada à existência conforme o meu caminhar. A estrada é conforme ela é andada, essa que é a verdade! Nesse sentido, a estrada física-fixa fica pobre para ilustrar o caminho espiritual. A estrada física não muda com os caminhantes, ela permanece a mesma. Mas a estrada espiritual é feita pelo andar do caminhante, é produzida pelos teus pés. Por isso não se pode apenas dizer para alguém: "Olha só, vê ali, Jesus é o caminho, anda nele". Porque isso não vai significar absolutamente nada para pessoa, a menos que a pessoa ande e experimente. Nós, cristãos, temos uma mentalidade religiosa que nos faz pensar em Jesus como Caminho relacionado a alguma coisa que se assemelha a uma estrada física e fixa. Mas não é. E aí é que está o engano, e é aí que as coisas vão ficando pedradas dentro de nós. Por que a gente fica pensando que pela entrada na igreja, pela via do batismo, pelo aprendizado dos nossos jargões, dos nossos chavões, pela capacidade que a gente tem de papagaiar e repetir coisas que a gente ouve, ou simplesmente, porque nós fomos batizados e temos o nome arrolado num rol de membros de uma igreja ou participamos de determinadas formas de culto com certa regularidade e nos dizemos cristãos, nós somos de Jesus. E não é. Não existe fixidez no caminho de Cristo a menos que você ande nele. Não é possível você simplesmente dizer: eu sou de Jesus; se você não anda no Caminho.

 

Essa mentalidade religiosa é que pensa no caminho de Jesus como se fosse uma estrada e que a gente pode botar o pé nela e andar do jeito que quiser. No caso da estrada, se a gente for andando, dado o tempo e o espaço, a gente chega lá. Todavia, o caminho espiritual não é assim. Você pode ter tido todas as informações que lhe façam pensar que Jesus é o Caminho, mas se você não andar conforme o Caminho, você não está no Caminho. E é aí que o bicho pega dentro de nós. O interessante é que a estrada física, como eu disse, não muda com os caminhantes, mas a estrada espiritual é feita pelo caminhante.

 

E aí eu queria que você pensasse comigo no seguinte: Lembra da parábola do bom samaritano? Ela ilustra perfeitamente o que estou querendo dizer, antes de chegar no salmo. O que a gente tem ali é um caminho, uma estrada, que ia de Jerusalém para Jericó... mesma estrada... está fixa lá até hoje. Você pode fazer o caminho romano antigo dos dias de Jesus até os dias de hoje, ela esta lá, com pedras daquele tempo, com cenários que não mudaram, uma estrada. Aí Jesus disse que, naquela estrada aconteceu uma coisa que envolveu cinco pessoas. Uma mesma estrada, cinco caminhos diferentes, uma mesma estrada que foi alterada pelo caminhar dos caminhantes. Um mesmo chão que virou chão diferente de acordo com a diferença da caminhada de cada um. O primeiro indivíduo que a gente encontra naquela estrada é um homem honesto, que saiu de casa e foi trabalhar. E no caminho para levantar o sustento para a vida, uma tragédia o acometeu. E ele foi deixado - largado, caído, assaltado, ferido, roubado, depravado e privado dos seus bens e do que tinha - ali abandonado. Caminho de um homem honesto roubado e largado na estrada. Tem um segundo homem nessa história, nessa estrada, é aquele que encontra o honesto que vem andando, querendo levantar o sustento para levar para casa e o assalta. Mesma estrada, um segundo caminho, caminho de violência, de expropriação, de covardia, de aproveitamento, de roubo, de engano. Mesma estrada, um homem honesto caído, um assaltante que se aproveitou da vida dele, e fez o seu próprio caminho. Aí passa uma terceira figura, um sacerdote, mesma estrada um terceiro caminho. O sacerdote vem e olha o homem, passa de largo, segue o seu caminho, caminho da indiferença, o caminho da incapacidade de se solidarizar, o caminho daquele que tem a sua agenda tão definida, que não tem espaço para qualquer parada. Esse é, sobretudo, o indivíduo que achava que a finalidade de cultuar a Deus num lugar sagrado, cumprindo uma liturgia, lhe era mais importante do que a parada para exercer a misericórdia com aquele que estava ali deitado. Uma mesma estrada, um outro caminho. Aí tem um quarto indivíduo que passa na mesma estrada, um levita. Ele viu o sacerdote passar e não fazer nada, e não fez nada também. Assumiu o caminho da omissão homicida, largou o indivíduo, fez que não viu, alienou-se, ligou o botão do auto-engano e se foi, insensível e impermeável. Aí vem um quinto indivíduo. Mesma estrada, um quinto caminho. Era um samaritano considerado herege pelos judeus, abominado pelo sacerdote e pelo levita. Mas ele passa e ele olha, e ele vê e ele se abaixa, ele socorre, ele cuida, ele pensa as feridas, trata delas, derrama sobre elas óleo e vinho. Cuida do indivíduo e o leva e o coloca numa estalagem e diz para o estalajadeiro: "Eu estou deixando aqui dinheiro, e se não for o suficiente, bota tudo na minha conta, porque quando eu passar de volta eu vou quitar tudo". A estrada para o primeiro homem era um meio de vida e ele caiu nela. Para o segundo homem era um meio de se aproveitar dos recursos do outro, era o caminho do aproveitamento e do engano. Para o terceiro homem, o sacerdote, era apenas uma estrada banal, aonde o que quer que acontecesse não lhe dizia respeito, porque ele era um desses indivíduos que se deslocava de um ponto para o outro e o que acontece no meio para ele não existe, ele é indiferente à vida. O outro é omisso, ele sempre olha para quem ele acha que lhe é superior na hierarquia, e diz: "Se ele não fez, porque que eu tenho que fazer". E há um aqui, para quem o caminho é o lugar de misericórdia, é o lugar onde a graça pode se manifestar e aonde o amor de Deus pode ser encarnado. Uma única estrada com caminhos diferentes. Isso nos ajuda entender e a discernir uma coisa fundamental para nós hoje: O caminho é chamado à existência pelo modo como eu ando.

 

Nós estamos todos aqui reunidos em Brasília, no Hotel Fenícia, cada um veio de casa, e eu não sei o que vocês deixaram em casa. Mas eu sei uma coisa, que ainda que a vida seja completamente idêntica para nós, nós todos temos diferentes caminhos de vida. Você olha em volta e você vê pessoas tendo as mesmas oportunidades, respondendo a elas de modo completamente distinto, e vê pessoas não tendo oportunidades e respondendo a essas não-oportunidades de modo também completamente distinto. Anteontem, eu recebi uma carta quando eu ia chegando aqui. Um rapaz extremamente discreto me deu essa cartinha e falou: "Por favor leia, mas leia, leia mesmo". Eu já estava atrasado, entrando, e só dei um sorriso para ele e botei a carta no bolso. E a carta dele está aqui. Olha só como uma estrada que podia ser miserável se transforma num caminho de vida, por causa do pé de quem pisa, de como pisa, de como vê, de como enxerga, de como interpreta e de como chama coisa a existência para sua própria vida. "Estou lhe escrevendo essa breve carta a fim de externar o quanto sou grato a Deus pela sua vida, gostaria muito de um dia poder compartilhar com você de maneira mais detalhada minha caminhada. Pude saber quem era o meu pai biológico e conhecê-lo, foi uma experiência libertadora quanto a rejeição que tenho por parte do meu verdadeiro pai humano. Meu pai tem, o primeiro deles, a saúde regular apesar da doença e minha mãe nunca pegou uma gripe sequer por causa do HIV, isso é motivo de alegria. Deus tem feito muito em mim e o sonho que tenho como oração diante Dele é que eu me veja pacificado, fazendo de minha própria vida uma mensagem, mesmo que doa, assim como doeu aos profetas do Antigo Testamento. E assim como sei que tem doído em você. Mais uma vez muito obrigado Caio".

 

Agora, pense em você. Eu faço atendimento de pessoas, e às vezes, a vontade que me dá é dar uma surra no cara. Tem pai em casa, mãe em casa, tudo bem, tudo certo, tudo legal, trabalho, emprego, saúde... Aí, há complexo para tudo que é lado, quanto mais a vida vai melhorando, mais complexificadas as pessoas vão ficando, mais cheias de manias. Lá na minha terra no Amazonas, nas barrancas dos rios, não existe depressão, o cara tem que cuidar de comer o pão, ralar mandioca, pescar de sol a sol, não tem tempo para se deprimir. Ou ele sai para trabalhar ou ele não come. Mas entre nós é diferente. A vida vai ficando mais complexa, a luxúria começa a habitar a alma, se instala no espírito como insatisfação crônica, e aí não interessa o que o indivíduo tem na estrada, a estrada pode ser a favor dele, pode ser ladeira abaixo, pode ser pastos verdejantes, pode ser como for. Aonde, ele puser o pé a estrada vai mudar, porque ele chama a existência o seu próprio caminho. Agora, você tem aqui, um cara com tudo para não estar se sentindo grato, para estar pedindo aconselhamento. Mas, ele chamou a existência um outro caminho, apesar da estrada ter sido perversa. A estrada foi horrível, mas o caminho está sendo lindo. A mesma estrada, a mesma vida, o mesmo chão, a mesma existência sob o mesmo sol, cercados pelas mesmas circunstâncias, caminhos diferentes. Porque o caminho está dentro de mim, o caminho está dentro de você. Isso foi só uma introdução para a gente chegar no salmo (risos). Só que eu prometo que eu serei mais rápido do que nunca.

 

****

 

Quando a gente olha para o Salmo 84, vê que ele nos dá esse referencial, de como é que a gente - andando na estrada, qualquer estrada, na estrada comum, na estrada de todos - pode ir tecendo nosso próprio caminho.

 

COMO FAZER NOSSO CAMINHO NA ESTRADA?

 

1- Em primeiro lugar, ele diz que isso acontece quando eu carrego meu ser enternecido Ter um ser enternecido é a primeira coisa. Gente amargurada, vai pisar em chão de amargura, qualquer que seja o caminho. O salmo fala de um coração enternecido. "Quão amáveis são teus tabernáculos, a minha alma suspira e desfalece", ele está apaixonado, "o meu coração e minha carne exultam pelo Deus vivo". O que você tem aqui, existencialmente falando, é um ser enternecido por Deus.

 

2- E, em segundo lugar, o salmo ensina que qualquer que seja a estrada pode virar caminho bom e caminho de Deus, se eu ando com a segurança de quem, se sabe, sendo capaz de encontrar pouso, refúgio, agasalho, apenas em Deus. Essa carta, que eu li hoje aqui, é de um indivíduo, que com doze anos disse que foi visitado por uma plenitude que ele não sabia nem qual era. Depois falou em línguas, ele disse: "O menor dos dons, e eu não achava que nem era crente o suficiente para receber aquilo, por causa da mentalidade de causa e efeito, de legalismo". Mas Deus violou o legalismo da criança, e derramou a graça dele sobre ela, razão pela qual hoje aos 24 anos de idade, a estrada é perversa, mas o caminho dele é bom. Olha só o que diz o verso

 

3: "O pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, eu encontrei os teus altares Senhor dos Exércitos". Essa segurança de quem pousa no ninho de Deus, Deus é meu pouso. Boa parte da razão pelo qual a estrada se torna insuportável, é porque a gente vive fantasiando, e criando e projetando, e imaginando e elocubrando coisas e cenários e situações que não são reais. E a gente faz sempre isso para o lado de fora, a vida só nos é boa se ela for pintada com um cenário exterior que nos agrade. E quando isso acontece na maioria das vezes, a gente vem a descobrir que o mundo pode estar pintado de paraísos, se você não carregar no peito o caminho da vida, tudo vai perecer e desvanecer diante de você. O coração encontra significado no caminho quando ele diz para si mesmo:"Eu não tenho bem nenhum senão a Ti Senhor. Tu és meu pouso". Quando Deus é meu pouso, quando Nele eu tenho meu tesouro, o meu refugio, o meu ninho, o meu agasalho, aí nada me faltará. Quando eu acho que as coisas que me faltam, me precisam ser dadas para que eu me sinta satisfeito, eu posso ter todas as coisas e jamais estarei satisfeito. No entanto, no dia em que meu coração estiver enternecido por Deus e que todo meu sentido de segurança, de agasalho, de carinho, de conforto, de aconchego estiver Nele, não importa qual seja a estrada, vai virar um caminho de vida. 

 

4 - Mais do que isso, o salmo diz que a estrada se transforma num caminho de vida quando eu carrego dentro de mim um louvor existencial na casa do meu ser. Olha só que diz o verso 4: "Bem-aventurado Senhor os que habitam em tua casa, louvam-te perpetuamente". Lá no Velho Testamento, eu disse que era um caminho na direção do templo, hoje o templo está aqui. E é um chamado para um caminhar existencial de contentamento, aonde a gente olha a vida com outros olhos e aí qualquer estrada vai virar caminho de vida. 

 

5 - E além disso, qualquer estrada vira caminho de vida, quando eu levo em mim a atitude de quem transforma vales áridos em mananciais. Olha os versos 5 e 6: "Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, o qual passando pelo vale árido faz dele um manancial, de bençãos o cobre a primeira chuva". Esse vale árido, lá no texto hebraico é chamado de vale de Baca, uma das alusões a ele está lá no livro de Juízes, quando se diz que o povo chorou em Boquim, depois que tinham pecado contra Deus e o anjo do Senhor veio e falou com eles face a face e eles choraram muito e chamaram aquele lugar de Boquim. É daí que vem a derivação para o Baca. Ele diz que bem-aventurado é aquele que passando pelo vale de Baca faz dele um manancial. ‘Vale de Baca’ era o vale de lágrimas, é o lugar aonde os chorões cresciam e crescem. Até hoje das imediações de Jerusalém, quando você chega no vale de Efraim, você ainda vê uma quantidade enorme de salgueiros e de chorões e também de árvores que derramam uma resina, daí o nome ter sido vale das lágrimas também, tanto por causa da ocorrência no livro de Juízes, como também por causa desse significado vegetal de um lugar aonde as plantas choram. O caminho para o templo passa por ali, que é também vale dos gigantes, vale de Efraim. E se diz: Bem-aventurado é homem que passando pelo vale de Baca, o vale árido, faz dele um manancial, de bençãos o cobre as primeiras chuvas. Mesma estrada, mas o caminho pode ser diferente. Estou dizendo isto porque eu fico chocado com o fato de que todos os dias eu ouço gente dizendo que é de Jesus e que está no caminho, mas você olha para vida do indivíduo... E isso não tem nada haver com ter, com possuir, com adquirir, com crescer do ponto de vista material. Tudo isso é ‘bobajada’ que vem sendo ensinada por nós e para nós nas ultimas décadas. Todo essas coisas tem o seu lugar mínimo e Jesus disse que se nós nos atrelarmos muito a elas, corremos o risco de perder a alma e o coração. Elas estão ao nosso serviço e não nós serviço delas, e muito menos tendo-as como bens do nosso ser. Fazer isso é caminho de destruição, mas eu fico vendo as pessoas dizendo: eu tenho Jesus, eu sou alguém que crê nele. Mas como alguém disse hoje de manhã na hora do almoço: mas a gente não vê os resultados, não aparece nenhum resultado. Andar no caminho tem que produzir resultado. Se eu não puder ser de Jesus e na hora de passar no vale árido, no vale de Baca, no vale de lágrimas, transforma-lo num manancial, que fé é essa que me anima? Que caminho é este? Se eu não puder enfrentar a dor, a perda, a lágrima, com um bálsamo da Graça de Deus. Se eu não puder ter dentro do coração: a visão, a imagem, a fé, a certeza, a esperança de que eu posso cavar poços no deserto, porque Deus na sua Graça vai enchê-los, vai chover sobre eles, a minha estrada vai ser sempre uma estrada de morte, de amargura, de frustração, de decepção, de perda, nunca será caminho de vida, jamais. 

 

6 - A estrada vira caminho de vida também, quando eu levo em mim a consciência da mutualidade como mandamento da jornada. Ou seja, eu não estou andando só, eu preciso de você, e você de mim, é nessa troca que a gente vai. Subitamente o texto passa a ser plural no verso 7, e diz: "Vão indo de força em força, cada um deles aparece diante de Deus em Sião". É um ajudando o outro. Nesse caminho, infelizmente, o que a gente mais encontra é um passando a perna no outro, julgando o outro, medindo o outro, avaliando o outro, por isso que não é caminho, é só estrada. O que a gente precisa admitir é que a maioria de nós não está no caminho, a gente está na estrada da religião, e na estrada da religião é assim olho aberto. Conforme Jesus disse: símplices como as pombas e prudentes como as serpentes, porque tem fariseu na reta. Religião não te oferece um caminho, te oferece uma estrada e é bom você ser esperto. Agora nós estamos falando de caminho, e no caminho “um ao outro ajudou e ao seu próximo disse: Sê forte!” No caminho um levanta o outro. No caminho a gente não quer saber quem é o indivíduo caído, a gente só quer saber que ele está caído. No caminho o samaritano é o herói da história do amor fraternal. E ele não faz perguntas. No caminho não existe discussão religiosa, no caminho ninguém diz: "Você aceita Jesus antes de eu lhe fazer este bem?". No caminho ninguém diz: "Os assaltantes o assaltaram porque você não estava com o anjo do Senhor acampado ao seu redor". No caminho ninguém diz: "Olha se você fizesse a confissão positiva e dissesse: Eu declaro bandido, tu estás amarrado. Ele não teria te assaltado". No caminho a gente levanta, a gente se dobra, a gente cuida, a gente não faz perguntas, a gente carrega, a gente leva. No caminho não tem proselitismo, não tem prosa, não tem conversa fiada, tem ação, tem amor, tem misericórdia, tem graça, tem vida, tem gesto. A maioria de nós está na estrada da religião cristã, poucos de nós estamos andando no caminho de Jesus, e é só quando nos dermos conta disso que temos alguma chance de ser salvo da estrada, para poder, no chão da vida, ver o caminho mudar debaixo de nossos pés. Porque é o caminho da fé que chama o próprio caminho da vida à existência para nós. 

 

7 - E ainda, a estrada vira caminho, quando a gente leva consigo a certeza, de que há o Deus de poder na nossa vida e de graça nesse caminho. Os versos 8 e 9 fazem essa evocação dessas duas realidades de Deus: Senhor Deus dos Exércitos, dos Exércitos, do poder, escuta minha oração, presta ouvidos, ó Deus de Jacó - do cara ambíguo, o Deus do ‘vermezinho’, o Deus do homem que tem luz e que tem sombras, o indivíduo que carrega todas as dualidades da vida. No caminho, eu sei que eu conto com essa assistência: há poder e há graça. Isso não é retórica, isso é fato. E bem-aventurado é aquele que crê nisso e toma posse disso. 

 

8 - E a estrada seja ela qual for, vira caminho de vida, se eu ando com a consciência de que o que vale na vida não é quantidade, mas é qualidade. Eu achei tão bonitinho quando ele disse: "Passei aqui no concurso público e agora eu posso manter a mim mesmo". “Manter a mim mesmo!” Nós estamos tão empedernidos que a gente não consegue mais nem ter a sensibilidade de discernir a benção que significa manter a si mesmo. Comer o pão com dignidade, beber com dignidade. A gente acha que se for de Deus uma mansão nos aguarda no lago. Se você tiver aleluia! Convide os irmãos, me chame para ir lá eu vou com muita alegria. Mas pelo amor de Deus, não faça disso seu sonho de consumo. Paulo disse: "Tendo com que comer e beber, e vestir, e viver com dignidade, sejamos gratos". Bela essa singeleza: Deus me deu os meios de poder manter a mim mesmo. Essa gratidão muda todo o cenário no caminho. Quem não consegue olhar para vida com contentamento, jamais vai se contentar com coisa alguma na vida. "Eu aprendi a viver contente em toda e qualquer situação, tanto sei estar humilhado como ser honrado, tenho experiência de tudo, tanto de abundância quanto de escassez. Tudo posso Naquele que me fortalece". O que este cara está dizendo, é que tanto faz a cara da estrada, ele faz o caminho com contentamento no coração. O verso 10 nos diz isso: "Pois um dia nos teus átrios, vale mais do que mil". Qualidade vale mais do que quantidade. Prefiro estar a porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade. 

 

9 - E por último, a estrada se transforma no bom caminho quando eu ando com a certeza de que Deus é a luz do meu caminho, é o escudo, é a proteção da minha jornada. E que Nele eu posso confiar sem duvidar, porque Ele não sonega sua graça a mim, nem a ninguém. E a provisão de Deus para mim é sempre: bem. Olha só os versos 11 e 12: "Porque o Senhor Deus é sol". Sol, o Senhor Deus é sol. Você vai andar nesse caminho seja qual for a estrada, pode ter certeza alguns vão dizer: não estou vendo nada. Mas se você estiver andando no caminho conforme aquele que faz o seu caminho pisando no chão da graça e da misericórdia, esse vai dizer: "O Senhor Deus é sol e escudo, o Senhor dá graça e glória, nenhum bem sonega aos que andam retamente. Ó Senhor dos Exércitos, feliz o homem que em Ti confia".

 

CONCLUSÃO

 

Eu falei tudo isso apenas para falar o que vou dizer agora, e se você não ouvir o que eu vou dizer agora, não interessa o quanto você ouviu do que eu disse antes. O que eu quero te dizer com o meu coração mais amigo, mais irmão, é que a maioria de nós, apenas existe na estrada da religião. Para maioria de nós, Jesus é o líder da religião cristã. Por isso a gente não devia nem ficar chateado quando ele é colocado naquela lista dos 100 mais. Eu vejo os crentes chateados: botaram Jesus na lista dos 100 mais, das 100 maiores personalidades da civilização humana. Eu digo: bem feito, vocês é que fizeram dele o líder do cristianismo. Então ele é colega de Maomé, de Buda, de Confúcio, de Zoroastro, de Kardec, ou de qualquer outro líder que apareça por aí. Esse é o Jesus da estrada, esse é o Jesus que a gente oferece num catecismo, que a gente dá num livrinho de discipulado. (Acho engraçado essa história de discipulado. O que que você está fazendo? "Discipulado". O que é isso? "Eu me reúno de segunda, quarta e sexta, com uma irmãzinha que abre aquele manual que o pastor escreveu, mal escrito. Na maioria das vezes, ele não sabe nem o que está acontecendo, ele copiou de algum americano, que é mestre em fazer receita. Porque os Estados Unidos foram os que desenvolveram essa fé de liquidificador, de manual eletrônico: quatros passos para salvação, doze para prosperidade, sete para pacificação, é tudo assim. É a fé da estrada. "Curva perigosa". "Chão derrapante". "Posto de gasolina a 30 km": é o congresso para qual o indivíduo vai. "Fast-food" é o culto. "Shopping a direita": são algumas igrejas que só vendem fetiche. Aí o cara fica pensando que isso é andar com Jesus. Discipulado... Onde é que se já viu discipulado ser 12 lições, 24, 320. Jesus disse “segue-me pela vida”, gente. Discipulado é aprendendo, quebrando a cara, arrebentando dente, levantando, socorrendo o caído que não tem nome, sendo socorrido na hora que você não esperou que ia cair. É aprendendo...) O Caminho gera Verdade, e a Verdade acontece na Vida. Não é nenhum outro manual. O caminho de Jesus é na vida. Discípulos de Jesus são formados não em cursos, mas no curso da existência.

 

A maioria de nós ainda está na estrada da religião. O convite de Jesus é para você vir para o caminho da vida. E aí você vai descobrir que a estrada é mesma, que a vida é perversa, que a existência é absurda, que há todas as razões para ser nauseante e insuportável; que não há justiça mesmo, que as injustiças grassam, que o trabalhador pode sair para trabalhar e ser assaltado, o assaltante pode estar o tempo todo de olho simplesmente para ver a melhor hora de te tomar tudo. É o caminho dele, na estrada que é tua. O sacerdote pode passar e dizer: ‘Esse aí já não tem mais o que dar, se ele estivesse pelo menos rico, eu iria ajudar para ver se ele dava uma oferta lá na sinagoga.’ Aí vem o levita, "Eu sou discípulo do sacerdote", ele diz. "O sacerdote não fez nada, eu não vou fazer nada também, esse aqui não é o meu caminho". Ele pode até espiritualizar: "Não é a minha vocação". Está tudo tão esquizofrenizado, que o cara diz: "Não, o Senhor me chamou para interceder, eu vou andando pelo caminho, intercedendo por ele, que o Senhor mande alguém que cuide dele". Ai a gente fica achando, que nós somos os bons desta vida. E Deus ironicamente, Jesus de maneira irônica e caustica, elegeu para ser o herói do caminho, o anti-herói da nossa estrada. O samaritano, o herege, é o anti-herói da estrada da religião, e é o herói do caminho da vida. Hoje o que eu queria é que você fizesse uma decisão: se você quer continuar a ser um cara da estrada ou se você quer ser do caminho. Não há nenhuma promessa de que o mundo vai mudar, Jesus disse: "No mundo tereis aflições". A profecia está feita. "Mas tende bom ânimo, eu venci mundo".

 

O milagre é que a estrada pode ser a mesma, mas o caminho será diferente. Porque você vai chamar o caminho à existência, conforme você pisa no chão da vida. Acaba aqui também a lamúria, o queixume. "Ai meu Deus porque que a vida foi tão madrasta para mim, quanta injustiça que eu sofro, logo eu que sou essa mulher devota, e santificada, que me preservo para o Senhor e só encontro canalha".

 

Minha querida na estrada está cheio de canalha. Por que você não chama a existência o seu caminho, pisando de outra forma, olhando de outro modo, discernindo por outra perspectiva, entendo a si mesmo e aquilo que significa valor para você de outra forma? Hoje eu queria em nome do Senhor Jesus, convidar você a dizer: "Senhor, a estrada é comum para todos nós, ajuda-me a fazer o caminha da vida. E eu não quero ser um indivíduo da estrada religião que é física e é fixa. Eu quero caminhar no caminho da vida e da verdade em Jesus". Porque o caminho muda, conforme eu mudo no caminho, e o meu caminho vai mudar, conforme eu olho o caminho mudado. Bem-aventurado é o homem que passa vale árido e faz dele um manancial. Ele carrega no coração os caminhos aplanados. O caminho só muda do lado de fora, quando ele muda do lado de dentro. Não existe nenhum caminho do lado de fora que vai lhe ser bom, a menos que você carregue um bom caminho no coração.

 

Esqueça a Jesus como estrada doutrinária e fixa. Ande no caminho vivo, onde o que vale é o seu modo de caminhar. Como é que você tem caminhado? O que vale é o seu modo de caminhar. É só o que vale, meu querido, é o seu modo de caminhar.

 

A gente fica pensando que o que faz diferença é o QI. Nós somos muito bobos. Os seres mais maravilhosos que eu conheço chegam a ser quase estúpidos do ponto de vista do QI. São os Forrest Gump que estão por aí, que podem simplesmente dizer: olha, eu não sei muita coisa, mas eu sei o que é amar. O que importa é o seu modo de caminhar. A gente fica invejando o caminho dos perversos, dos malfeitores, fica com dor de cotovelo porque o cara é ladrão. "Ó Senhor porque Tu não me visita com a prosperidade do fulano". Você sabe quem é o fulano? Ele é o assaltante da estrada, meu amigo. Nessa estrada se você não tiver opção, se você não puder ser o bom Samaritano, peça a Deus para ser o roubado. Sério! Se você não puder ser o bom Samaritano, só não seja o bom Samaritano se você for o roubado. Porque ainda está em mil vezes melhor situação do que o sacerdote, o levita e o ladrão. Mas tem gente pedindo a Deus a benção de ser o ladrão. Quando eu fico vendo, de quem que as pessoas tem inveja, elas tem inveja do ladrão, do ladrão religioso, do ladrão político, do ladrão em vários lugares, em várias situações da vida. Ladrão existencial. Porque o modo do caminho que você ambiciona é o modo da morte. Tem gente que ambiciona o caminho do sacerdote, é aquele cara tão imponente. O sonho de consumo de alguns pastores é andarem cercados de 5 seguranças. "Olha que maravilha, tenho um carro blindado". Você pode imaginar um negócio desse, um homem de Deus que sonha em ter um carro blindado. O que eu já vi e ouvi de pastores dizendo assim: "O Senhor tem nos abençoado muito, a nossa igreja cresceu muito, cresceu tanto que inclusive eu tive que contratar 5 seguranças". O sonho dessa cara é ser o sacerdote. Que caminho é esse? Ou o do levita, o egoísta, só pensa na sobrevivência e na alto preservação, o negócio dele é: não me tocou tá bom, to nem aí, to nem aí, to nem aí.

 

Nessa estrada só tem dois caminhos de vida, ou do cara que quase foi morto porque estava andando no caminho da dignidade, ou do outro que não teve medo de ser morto porque estava andando no caminho da misericórdia. Isso muda tudo, altera tudo gente, você passar a olhar a vida assim. Teu pai não vai mudar, nem a tua mãe necessariamente, nem os vizinhos, nem a escola, nem o trabalho, mas você vai mudar, e o seu caminho vai mudar de maneira assustadora.

 

Eu passei por muita coisa difícil nos últimos 7 anos, eu podia ter ficado completamente amargo, ter adoecido, irrecuperavelmente triste. Mas eu encontrei os teus altares Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu.

Faz 3 meses que eu perdi um filho... amado! Estou morrendo de saudade dele... estou aqui com perfume dele... esse cheirinho aqui é dele... do perfume dele.

Mas a vida tá bonita!

Porque o caminho não é a estrada que faz, você é que faz. Na estrada pode acontecer tudo, mas tudo que aconteça não será nada, se não acontecer contigo, ou se você processar como vida, e não como morte.

O caminho de Deus é caminho de graça, de misericórdia, quem olha a vida com graça e com misericórdia, jamais ficará amargo. Sempre vai entender que por trás de qualquer tranco, tem bondade, tem um bem guardado, tem um tesouro oculto, tem no mínimo uma palavra que diz: "o que eu faço tu não sabes agora, compreendê-lo-ás depois".

Aí você começa a descobrir que seu coração vai melhorando, que a sua visão vai ficando mais clara, que o que tem valor salta, que o que não tem valor fenece. Aí você começa a descobrir que você não precisa de nada além de um ninho, e que esse ninho está em Deus. Suas inseguranças vão diminuindo, os lugares estranhos vão ficando diferentes. Até aquilo que você abomina, na hora que o caminho muda dentro de você, a estrada fica diferente fora de você. Até aquilo que antes lhe parecia completamente intolerável e insuportável, perde o significado de intolerabilidade. Quando o caminho mudou em ti e você pela fé pisou com atitude de gratidão e de contentamento no chão para ver que o caminho esta sendo feito pela gratidão e nem a estrada ruim resiste a chegada desse novo caminho. Agora isto acontece com Jesus enquanto a gente vive. Para que isso aconteça, você não pode ter medo de viver, você vai ter que viver! E viver pela fé, e viver desassombradamente e viver como quem contabiliza todas as coisas como lucro. Lucro. Tudo é lucro no caminho, meu querido.

 

Se você ouviu e entendeu, e se o Espírito Santo falou com você e você hoje diz para si mesmo: "Ó Deus, me perdoa! A vida está tão feia, porque meus olhos são feios. A estrada está tão maligna, porque meus olhos estão impregnados de treva. Mas, eu aprendi hoje que o importante não é a estrada, o importante é como eu caminho. Ajuda-me a caminhar no caminho da vida, da gratidão, do contentamento, da fé, da misericórdia, da graça, e não deixe que eu fique impressionado com nenhuma estrada. Por que o importante é o modo como a gente caminha".

 

Daqui a uns anos a gente vai olhar para trás, e o que vai ficar não é a inteligência, nem a burrice, não é a riqueza e nem a pobreza, não é afluência e nem a escassez; a única coisa que vai ficar é o modo como você caminhou. João Batista teve a sua cabeça cortada e oferecida num banquete num prato para satisfazer a volúpia provocada por uma dança. Aparentemente um trágico fim, mas o modo do caminho dele, fez Jesus dizer: “Em verdade vos digo que dos nascidos de mulher ninguém foi como João”.

 

O que importa, meu querido, não é o que te façam; o que importa é o que você faz de você mesmo na presença de Deus. É o modo como você caminha. E se você hoje, recebeu o chamado do Espírito de Deus no fundo do seu ser, para não ficar mais impressionado com a estrada, vai fazer um compromisso de um caminhar diferente, pela fé, sabendo que o que importa é o modo do caminhar. E que se a gente caminha, conforme o caminho, cada passo chama a existência uma coisa nova e boa. Não importa qual seja a estrada, o caminho será de vida.

 

Se você ficou convencido disso e quer hoje, fazer a oração daqueles que pedem a Deus para desintoxicá-los da estrada, das exterioridades, da religião, das comparações, das invejas, das ambições malignas, das frustrações que projetam o tempo todo para nós alvos inalcançáveis, enquanto o individuo deixa de aproveitar o pão nosso de cada dia, e a alegria de hoje, e a celebração de Deus hoje. Sabendo que grande não foi Nabucodonozor, maior do que ele foi João Batista, que comia gafanhoto, bebia mel silvestre e vestia roupa de camelo.

 

Você tem que decidir se você quer uma estrada pavimentada, uma highway para os homens ou se você quer andar no caminho de Deus, onde a alma anda sempre rica não importa o que aconteça. Se você tomou essa decisão, isso vai revolucionar sua vida, vai mexer com todo sua existência. Se você olhar assim, apreciar assim, contemplar assim e souber que a vida vai em cada passo, está no modo, está no "como" da caminhada, aí bem-aventurado você será!

 

Caio Fábio

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sábado, 15 de abril de 2017

SEXO ANTES DO CASAMENTO É PECADO?

SEXO ANTES DO CASAMENTO É PECADO?

----- Original Message ----- From: SEXO ANTES DO CASAMENTO É PECADO? To: contato Sent: Saturday, August 06, 2005 2:11 PM

Subject: sexo antes do "casamento" Paz seja convosco!!! A minha pergunta é a seguinte: namoro a dois anos uma moça, pretendemos nos casar em breve; mas já estamos mantendo relações sexuais há algum tempo. O fato é que nós temos um relacionamento muito aberto. Tenho certeza que ela é a mulher da minha vida. Vivemos e convivemos como casados. Vemos nosso relacionamento não como um namoro ou noivado, mas como um casamento. Temos entre nós uma aliança real e verdadeira. Após praticarmos o ato sexual, não sentimos nenhum sentimento de culpa. Sinto que o casamento civil e religioso não mudara nada entre nós, pois a verdadeira aliança já está firmada em nossos corações. O fato de nós termos esse compromisso selado entre nós já não é o bastante perante Deus? Pecamos quando temos relações sexuais? ____________________________________________________________ Meu querido amigo: Graça e Paz! Eu creio que quando dois seres humanos livres e sinceros, se amam de verdade, eles já estão casados. Somente o amor casa; e somente a falta dele, descasa. Creio que sua consciência está pacificada, e que suas questões são fruto muito mais da opinião legal da religião do que fruto de algo que nasceu ou nasce em sua consciência. Responderei a você “ressuscitando” uma resposta “antiga” presente aqui no site. Creio que por ela você entenderá tudo, com toda simplicidade. Eis a resposta que dei há alguns poucos anos. A questão era basicamente a mesma. ____________________________________________________________ Se formos olhar na Bíblia esse “assunto”, descobriremos que ele não tem nenhuma relevância. Na Bíblia o casamento era algo simples, familiar, singelo, e não carregava regulamentações além da do pacto entre as partes. Houve uma “evolução sociológica” na instituição do casamento na Bíblia. Mas os “valores agregados” sempre foram tratados como “humanos”. Adão e Eva não estavam menos casados por não terem tido “testemunhas humanas” para a cerimônia, que naquele caso foi apenas um belo e surpreso: “Uau! Essa Sim!” Isaque e Rebeca nem esperaram o jantar. Quando Isaque a viu no campo, sendo trazida pelo servo de seu pai, correu ao encontro de ambos, tomou a Rebeca sobre sua montaria, e a levou direto para a “tenda de sua mãe” e a “possuiu”. Esse casamento que a gente tem hoje—com todos esses ritos, pompas, etc...—, é uma projeção dos plebeus acerca do casamento dos nobres. É uma festa de príncipe e princesa, com trombeta, véu, grinalda, entrada triunfal, testemunhas, pagens, corais, e a “corte” assistindo. Nos dias de Jesus o casamento era algo familiar. E o “documento” de casamento não era dado para que, então, houvesse o casamento — isso era feito pelo testemunho dos pares na presença dos familiares. Só havia “documento escrito” para a Carta de Repúdio — no caso do marido não querer mais a mulher—, ou no Divórcio —no caso de que mulher — naquele tempo ainda sempre a mulher —, ser “expulsa” da relação como adúltera. Assim, a documentação documentava apenas a separação, não a união. A união era o documento em si. Portanto, nos dias de Jesus a documentação era para a separação, não para fazer valer a união. A união tinha o testemunho da vida, do amor e dos parentes, que consentiam com o casamento, que era solenemente informal. Quanto ao sexo, tenho a dizer o seguinte: Sexo sempre é pecado e nunca é pecado. Sexo não é nada e é tudo. O que faz do sexo pecado ou algo santificado, são os seus praticantes. Desse modo, quando há amor, nunca há sexo antes do casamento. Quando há amor, o sexo é o casamento. Se há “casamento” mas não há amor, o sexo é pecado pelo fato de ser dês-significado. Assim, sexo “antes” do casamento é sexo onde dois transam sem amor. Mas sexo sem amor durante o “casamento” é pecado também, pois, é uma afronta a alma, que "faz amor sem amor", o que total dês-significação para a alma. O pecado é sexo sem amor; portanto, sem casamento. E casamento não é algo que aconteça de fora para dentro. Só acontece de dentro para fora. É como tudo mais que tem valor para Deus: procede do coração. O “casamento” é como o “batismo”— um símbolo visível de uma realidade invisível, e que o precede como símbolo a fim de que seja verdadeiro. “Batizar-se” sem que já se tenha sido antes batizado pela “fé em Cristo”, é um rito sem sentido — pura bobagem da religião! “Casar-se” sem casamento-amor é a mesma coisa. É como se batizar sem fé. Diante de Deus é tudo igual. Para os homens é que não é pecado alguém se batizar na “igreja” sem ter sido batizado no Espírito, num ato invisível e particular. O casamento, todavia, se tornou um instrumento de “poder” para os sacerdotes da religião. Basta ver as guerras medievais que aconteceram em razão de um rei querer se recasar e não poder. Sim, poucas coisas foram tão manipuladas pela religião quanto o ato do casamento, que passou a ser uma prerrogativa clerical. Desse modo, o que antes era leigo, passou a ser “sacerdotal”; e o que antes era coisa de duas pessoas e suas famílias, veio a se tornar algo que só se torna verdadeiro se um “ministro oficialmente ordenado” realizar a cerimônia dos plebeus desejosos de terem um dia de príncipe e princesa. Nada contra..., desde que se assuma que é uma representação apenas; posto que aquele ato só deve acontecer se o amor já tiver unido as partes. Eu creio sempre naquilo que é. E acho que o valor do que se faz como simbolização exterior, sempre tem que ser precedido por uma verdade interior. Assim, sexo não é nada, e é tudo. Depende de quem o faz, de como o faz e de com que atitude o faz. Sem amor nada disso me aproveitará. Inclusive transar! A impureza à qual a Bíblia se refere não é apenas a promiscuidade sexual. Pode ser também o “uso” sexual sem amor, ou por interesse, mesmo entre “casais-casados”, e que praticam sexo sem amor. Nesse caso, o homem “comparece com a patroa” e a mulher dá ao homem “o que lhe é de direito”. Em razão disso é que há muita “prostituição legal” dentro de “casamentos”. Mulheres que não amam, que sentem até nojo de seus “maridos”, mas que “dão” pra eles por causa da grana, da estabilidade, do dever, etc... E maridos que “comparecem” ou apenas “usam” a mulher, apenas para ter onde “aliviar” a pressão. E o “preço” é a estabilidade que um dá ao outro. Sem falar que em muitos casos ambos tem seus “casos paralelos”. É por isso que muitas meretrizes nos precedem no Reino de Deus. Elas, pelo menos, não chamam de “casamento” o negócio da esquina, e vão logo dizendo quanto custa e que tempo vai durar. O Novo Testamento fala muito em dissolução. Ora, a dissolução sexual não faz mal a Deus. Deus não cresce e nem diminui com nada do que eu faço ou deixo de fazer com minha vida, muito menos com meus órgãos genitais. A dissolução é pecado apenas porque faz mal ao homem. Dilui o ser. Tira a essência, a solução interior. Daí ser dis-solução. E esse mal acomete a quem o pratica. Deus, todavia, não fica menor por minha causa. E que mal é esse que a dissolução produz? Ora, ela deixa o ser diluído, pastoso, impossibilitado de experimentar qualquer forma de amor denso. Daí o dissoluto não conseguir amar e nem tampouco ser fiel a ninguém. Sem falar que a proliferação de experiências sexuais não deixa ninguém experiente para a vida, para o vínculo, para o relacionamento. Apenas deixa o individuo com “mil memórias” para comparar; e, assim, aumenta sua insatisfação com um único parceiro, visto que ele está sempre sendo remetido para as fantasias de outros tempos. Sei que pra uns sou avançado demais. Pra outros sou careta demais. E eu, o que penso? Bem, eu não estou nem aí! Sei que o que digo é verdade, conforme o Espírito da Palavra e de acordo com o que Jesus ensinou como sendo verdadeiro diante de Deus. Nele, Caio ________________________________________________ -----Original Message----- From: Sexo antes do casamento, pode ou não? Sent: quarta-feira, 8 de outubro de 2003 20:16 To: contato@caiofabio.com Subject: Contato do Site Mensagem: Oi, pastor! Li a mensagem em que o sr fala a respeito de sexo antes do casamento, e confesso, era quase tudo o que eu já desconfiava... se amo o meu noivo e não consigo ficar longe por que dói demais... se não temos condições de nos casarmos agora... se não somos infiéis e procuramos ter vidas saudáveis e próximas de Deus... acabamos com um espinho na carne, um martírio que parece não ter fim... já pensamos em nos casar mesmo sem possibilidades, em viver de forma desconfortável demais só para não estar mais em pecado, mas pensei que se a graça me basta, de nada vai resolver criar problemas que podem ser maiores que o atual... se o Senhor pode me perdoar, mas às vezes entristece saber que estou pedindo perdão de um pecado que não passa, como os pecados daqueles que têm uma vida nova em Cristo. Em minha vida muita coisa melhorou depois da conversão, mas a relação com o sexo só trás martírio porque é uma necessidade que não passa e nem quero que passe, pois quero um casamento feliz, ativo. Mas e até lá, como vou viver, sempre sofrendo? Há tempos procuro luz sobre o assunto; algo que prove ou não que realmente preciso sofrer a dor do pecado constante ou a dor terrível da abstinência (desisti de tentar resistir, peço que Deus me dê forças, mas às vezes as coisas apertam e não consigo nem clamar por socorro, e aí, acontece de novo...) Mas na Bíblia não encontrei referências, nos livros, não encontrei algo que me convencesse... sua explanação foi a melhor, mas confesso que fiquei com uma confusão renovada... E afinal de contas, o sexo é tudo ou é nada? Eu preciso do casamento secular para ter liberdade com o homem que amo? Tenho tantas dúvidas que nem consigo formular, mas no resumo, só quero ter paz e liberdade com Deus, quero adorá-lo todos os dias, sem vergonha dos impulsos do meu corpo e da minha mente, sabendo que de fato nada vai me separar do amor de Deus. Sei que seu tempo é curto e minha ânsia é real, se puder me responder daí do alto de sua sabedoria, ficarei muito grata! Que Deus te abençoe sempre! ___________________________________________ Resposta: O sexo é tudo, quando há amor. E nada sem amor. O resto, quando duas pessoas se amam, e vão se casar, é questão de consciência e liberdade madura e responsável. Cada um tem a sua própria consciência. Eu não vou dizer: “Vão lá e transem.” Afinal, tudo o que não provém de fé é pecado. Não pela coisa em si, mas pela prática sem o endosso da consciência, que é a paz da fé, e que vem da autenticação do amor de ambos. Eu não teria problemas se estivesse em sua situação. Mas eu só falo de mim. Tem gente que faz distinção entre dia e dia, entre comida e comida. Pra mim todos os dias são iguais, e pela ação de Graça todos os alimentos são santificados. Desculpe, é só o que posso lhe dizer. O que passar disso, depois da resposta tão clara que eu dei, é não querer assumir a responsabilidade mínima de decidir. Aí seria um triangulo pouco sadio entre vocês e eu. Mas saiba: Pecado é o que Deus imputa. Assim, “bem-aventurado aquele a quem o Senhor não atribui iniqüidades e nem imputa pecados”. E sem fé nada agrada a Deus. E a fé tem que ser sua, não a minha. Alguém já me viu fazendo perguntas de dúvidas pessoais sobre este tema ou qualquer outro? Eu creio, e vivo com as conseqüências, e nunca peço a cumplicidade de ninguém. Gente grande assume o que faz. E só faz se for na fé que atua pelo amor e com amor; em qualquer que seja a natureza da relação. Nele, Caio _________________________________________________ Continuação: Isto foi o que eu disse a alguém muito “grilado”, respeitando a consciência da pessoa. No caso de vocês, o que tenho a dizer é apenas um “sejam felizes, e que Deus os abençoe!” Nele, em Quem tudo o que é, se faz real antes no coração, Caio ___________________________________________________________ Deixo com você mais uma carta que julgo pode ser útil a você. __________________________________________________________ ----- Original Message ----- From: SEXO, TABU E NEUROSE To: contato@caiofabio.com Sent: Thursday, May 12, 2005 8:16 AM Subject: 3 perguntas sobre sexualidade! Pastor Caio.... Muitas vezes eu fico bastante dividido entre os pontos discutidos na questão da sexualidade pelos diversos pastores... E a razão para isso?... Não tenho opinião formada...e tenho dúvidas... Vamos lá: Pergunta 1: O que fazer para me libertar dos Tabus com relação a sexualidade? Até aonde eu posso ir? (Jovem na faixa dos 20 a 25 anos) Pergunta 2: Vale a pena pecar para ter uma mente sadia, ou resistir duramente, independente das conseqüências psicológicas, para agradar a Deus? Deus não capacita? Pergunta 3: Quais são os sintomas de um comportamento neurótico quando a questão sexual? O que fazer neste caso? E como preveni-lo? Espero ter sido mais claro, sem enrolação e não repetitivo... Em Cristo ____________________________________________________________ Resposta: Meu querido amigo: Graça e Paz sobre sua alma! Responderei suas perguntas em ordem. Pergunta 1: O que fazer para me libertar dos Tabus com relação a sexualidade? Até aonde eu posso ir? (Jovem na faixa dos 20 a 25 anos) Resposta: Uma coisa é se libertar dos tabus em relação à sexualidade; outra, completamente diferente, é pensar que uma vida sem tabus implica em falta de limite e em libertinagem. Uma coisa nada tem a ver com a outra. Tabu é o que as sociedades criam a fim de impedir que certas coisas aconteçam em coletividade; e, nesse caso, a produção cultural e coletiva, cria “conseqüências de natureza mágica e moral” (psicológica), a fim de que a transgressão ao valor instituído, seja punida; e a fim de que o valor seja mantido pela via do medo a algo que tem o poder divino-satânico de punir horrivelmente os implicados; ou ainda: uma vez que algum membro do grupo seja apanhado, então, em nome do Tabu, ele será imolado, ou exilado, ou banido, disciplinado, ou feito anátema no meio de todos aqueles com quem convive ou convivia. Ora, usar tabus para impedir a sexualidade, é, em si, neurose. Todo aquilo que não acontece em razão de impedimentos vinculados ao medo, vira neurose. Ora, você pergunta: até onde eu posso ir? Minha resposta é simples: “A fé que tu tens, tem-na para ti mesmo...”... “pois tudo o que não provém de fé é pecado...” ... “bem-aventurado é todo aquele que não se condena naquilo que aprova”. Ou seja: quem quer que lhe diga faça ou não faça, está pecando contra a sua consciência. Você é quem tem que decidir; e fazer isso com bom senso, com consciência tranqüila e pacificada, seja qualquer for direção. Tudo aquilo que não é fruto de amor e de consciência tranqüila, não vale a pena ser feito. No entanto, vale aprender a diferença entre culpa real por algo que não se deve fazer; e culpa neurótica, que é filha do medo e dos tabus, a qual, não existe como persuasão da Palavra e do Espírito, mas sim como fobias e medos produzidos pelos ídolos-tabus da religião e de sua moral de tribos antigas: onde sexo ainda é tema para apedrejamento; mesmo que seja moral, psicológico ou social. Pergunta 2: Vale a pena pecar para ter uma mente sadia, ou resistir duramente, independente das conseqüências psicológicas, para agradar a Deus? Deus não capacita? Resposta: Nunca vale a pena deliberar pecar. E sexualidade e pecado nada tem a ver um com o outro. A religião dos tabus é que inventou tal conexão. Obedecer a Deus em qualquer área da vida não adoece a alma. Portanto, se as leis da religião estão adoecendo almas, é porque elas nada têm a ver com o espírito do Evangelho. O Evangelho é Boa Nova para a sexualidade também, para a totalidade do ser; e, sobretudo, é o patrocinador de Vida em Abundancia. O que vejo é que você é um menino entre 20 e 25—suponhamos, com 24 anos—, e que está louco para namorar, amar e conhecer alguém sexualmente, mas que se sente culpado caso isso aconteça antes do casamento formal. Por outro lado, você também se neurotiza porque não se segura, e “sai na mão”. O lugar psicológico onde você está é ruim, e danoso à alma. Minha sugestão é que você leia mais o site, nas minhas opiniões sobre sexo antes do casamento, e, também sobre sexualidade em geral. Creio que por elas você mesmo poderá encontrar o “seu caminho” pessoal nessa área. Sempre creio em equilíbrio. Para mim tudo o que tira o equilíbrio é maligno, ainda que venha travestido com os tabus da moral cristã. Mas fique sabendo: sexo sem amor faz mal; assim como ser adulto e responsável, amar alguém, desejar e ser desejado, e poder se relacionar com a pessoa visando algo maior pros dois, mas, em razão de tabus, não realizar a entrega e o encontro, apenas por medo, culpa oriundos do tabu—ora, isso igualmente faz mal, e cria toda sorte de doenças da sensualidade na alma; conforme Paulo em Colossenses 2: “... não proves... não toques... não... não... tem aparência de sabedoria; mas é falsa humildade; e não tem nenhum valor contra a sensualidade”. A vida, porém, por vezes é ambígua. Assim é que para o Pródigo foi salvo de seu pecado pela experiência do pecado, o que o levou de volta aos braços do Pai. Já o Irmão mais Velho nunca “pecou” os pecados convencionais, no entanto, estava em estado permanente de pecado em razão de sua inveja do “pecado do irmão”, e de sua raiva neurótica em relação a isso, a qual, no caso dele, se disfarçava de moralidade e boa gestão dos bens do Pai. Assim, às vezes, a fim de sermos curados, temos que ser quebrados(o pródigo); e, antes de sermos curados, temos que ser chocados (o irmão mais velho)—Lucas 15. Pergunta 3: Quais são os sintomas de um comportamento neurótico quando a questão sexual? O que fazer neste caso? E como preveni-lo? Resposta: Eu disse antes que usar tabus para impedir a sexualidade, é, em si, neurose. Todo aquilo que não acontece em razão de impedimentos vinculados ao medo, vira neurose. Portanto, você não tem que fazer e nem fazer nada por medo, mas apenas em razão de acordos de sua consciência com a verdade do amor, seguida de bom senso. No amor não existe neurose porque nele não existe fobia, medo. Pessoas adultas de alma e que se amam responsavelmente, nunca se sentem em pecado quando estão livres para fazer amor; sem deixar para trás uma transgressão, uma traição, um adultério, etc... Assim, é no amor que está a saúde para tudo; e, fora dele, tudo acaba por virar doença, dependência, vício, ou neurose. Receba meu carinho e reverencia pela sua alma. Nele, em Quem até o louco não erra o caminho, Caio

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